APC 3 – Módulo de Coagulação por Plasma de Argônio

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Descrição

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A Coagulação por Plasma de Argônio (APC) é um procedimento eletrocirúrgico no qual a corrente de alta frequência é transferida para o tecido alvo, desde a ponta de uma sonda – ou aplicador – através do gás argônio ionizado. O procedimento gera uma hemostase eficiente, com coagulação superficial homogênea e profundidade de penetração limitada. Já que a corrente eletrocirúrgica é transferida ao tecido sem contato (o instrumento não entra em contato direto com o tecido), quase não ocorre aderência nas pontas do instrumento. A aplicação pode ser feita de modo axial, lateral ou circunferencial, conforme indicação.

O sistema consiste de uma unidade APC 3, controlada por uma unidade eletrocirúrgica VIO 3, e um instrumento APC (Sonda FiAPC ou Aplicador). No sistema ERBE, o módulo de argônio e o gerador foram projetados para funcionarem juntos, em perfeita harmonia, sendo o comando e a interação feitos através do display frontal da unidade eletrocirúrgica VIO 3.
São três modos de argônio disponíveis, para atender todas as demandas: – FORCED APC; – PULSED APC (Lento e Rápido); – PRECISE APC.
Uma ampla variedade de sondas e aplicadores está disponível para procedimentos de APC em endoscopias, broncoscopias e cirurgias. Estes instrumentos foram desenvolvidos para atender as necessidades das diferentes aplicações e localizações anatômicas.

Vantagens da técnica APC: – Procedimento sem contato com o tecido e sem aderência das pontas do instrumento; – Coagulação eficiente e homogênea da superfície para hemostase e desvitalização uniformes; – Melhor dosagem e, consequentemente, maior segurança na aplicação; – Baixo risco de perfuração; – Carbonização e formação de fumaça mínimas; bem como uma mínima poluição olfatória; – Procedimento com poucas complicações e seguro.

Indicações mais comuns na Gastroenterologia: – Sangramentos crônicos, como GAVE, radioproctites e angiodisplasias; – Desvitalização de tumores; – Coagulação de sangramentos difusos e agudos em todo o trato gastrointestinal e bronquial; – Corte de stents.

Indicações mais comuns na cirurgia: – Coagulação de sangramentos em cirurgias mamárias; – Coagulação da base da ressecção em nefrectromias parciais; – Abertura da cápsula hepática com corte feito através de incisão assistida por argônio.